quarta-feira, 28 de junho de 2017

FERNANDO DE NORONHA

O paraíso é aqui




Morro Dois Irmãos: minha visão do paraíso

A vista do mirante do morro Dois Irmãos, em Fernando de Noronha, é a versão mais próxima do paraíso que meus olhos já viram. Depois de percorrer uma trilha, cuja entrada fica no PIC Golfinho-Sancho, eu e meu marido paramos embasbacados com aquela cena que já tínhamos admirado em tantas revistas e sites de turismo: o contraste das pedras semi-gêmeas com o mar azul-esverdeado límpido. A praia da Baía dos Porcos, onde ficam os Dois Irmãos, é apenas uma das atrações do arquipélago, que conta, ainda, com outra estrela, a praia do Sancho, considerada uma das mais lindas do mundo.  



Praia do Sancho é considera uma das mais belas do mundo

A ilha mistura praias de águas calminhas com outras selvagens, de ondas fortes. O mar ora é rodeado por morros, ora convive com a vegetação nativa. A visibilidade da água chega até 50 metros, o que faz do local um dos melhores do mundo para a prática de mergulho. Além disso, mirantes com vistas lindíssimas, altas falésias, a natureza em estado primitivo e a diversidade da fauna marinha garantem a Noronha o merecido título de paraíso.



Praia do Leão tem rochas e ondas fortes

Mas como todo lugar paradisíaco, Noronha é um destino caro.  O acesso à ilha é feito apenas por avião. Os cruzeiros marítimos estão proibidos de parar ali.

Para entrar no arquipélago, paga-se uma taxa diária de preservação ambiental (TPA). Outro ingresso é cobrado para visitar o Parque Nacional Marinho, onde ficam as principais atrações, como trilhas e praias.

O custo alto de Noronha é explicado tanto por ser um local turístico concorrido quanto pelas dificuldades para a chegada de qualquer mercadoria, que é sempre transportada em navios cargueiros. Até o abastecimento de água potável é encarecido, pois não há fontes naturais, sendo utilizado sistema de captação de águas da chuva e de dessalinização da água do mar.

Se o acesso difícil torna tudo mais caro, em compensação garante o sossego na ilha, que é considerada um dos locais mais seguros do Brasil. As pousadas e casas vivem de portas abertas e os motoristas oferecem caronas a estranhos, sem medo.

DICAS

Algumas dicas podem tornar essa viagem, que está na lista de desejos de milhares de pessoas, um pouco mais em conta. Vamos lá!

➤ Vá na baixa estação. Longe do verão e de feridos prolongados, os preços das pousadas e passagens aéreas ficam mais acessíveis. 

Nossa pousada: varanda vista mar e quarto pequeno

Nós escolhemos a Pousada Colina dos Ventos, que tem vista para o mar e é próxima ao centro da ilha (Vila dos Remédios). A pousada é simples, mas charmosa. A diária inclui café da manha e chá da tarde, que são servidos numa saleta com algumas mesas ao ar-livre, com vista para a praia do Porto e Forte N S dos Remédios. O staff é atencioso. O quarto é bem pequeno, mas conta com ar-condicionado, frigobar, wi-fi grátis, secador de cabelo. Atendeu bem nossas expectativas. Pesquisamos e reservamos pelo www.booking.com.

➤ Consulte os sites das companhias aéreas Gol e Azul, que sempre fazem alguma promoção para o destino. Nós conseguimos voar pela Azul, utilizando 30 mil milhas por pessoa nos trechos de ida e volta.

O mapa da ilha e suas atrações (fonte: www.ilhadenoronha.com.br)

➤ Se não quiser estourar o orçamento, faça uma viagem curta. O arquipélago é formado por 21 ilhas, mas a única habitada – Fernando de Noronha – tem 17 km2 e dá para se fazer o básico numa viagem de quatro dias como a nossa.
Estrada asfaltada corta toda a ilha


➤ Fique de olho
Alguns cuidados devem ser tomados numa viagem na baixa estação.
- O período de seca vai de setembro a março, enquanto o chuvoso se estende de abril à agosto, mas é caracterizado por chuvas esporádicas, intercaladas por sol intenso. A temperatura média não oscila muito durante todo o ano, ficando em 28º C na terra e 26º C no mar.
- Alguns passeios só podem ser feitos com a maré baixa. Para consultar a tábua de marés, siga as explicações do site www.viajenaviagem.com.
- O período de mar calminho vai de maio a outubro.

Taxas
Pague as taxas com antecedência, pela internet:
 - A TPA é determinada pelo dia de entrada em Noronha. Mas o melhor é pagar com antecedência de pelo menos dois dias úteis antes da viagem, pela internet, para evitar a fila na chegada. Leve o boleto e o comprovante de pagamento para apresentar no aeroporto, onde há uma entrada exclusiva para quem já pagou a taxa (veja valores e como pagar em www.noronha.pe.gov.br).
- O ingresso para Parque Nacional Marinho, custa R$ 99,00 para brasileiros, por 10 dias. Para compra antecipada desse ingresso confira www.parnanoronha.com.br/vendas/

NOSSA VIAGEM

Viajamos no mês de maio e tivemos a sorte de pegar tempo bom. Apenas no início da manhã do segundo dia caiu uma tromba d’ água, mas depois abriu o maior sol. No último dia, o tempo nublou  à tarde, mas deu para aproveitar bem até às 15h, antes de nossa partida às 17h.
No mês de maio, pegamos sol e mar de águas transparentes

Não encontramos praias do tipo piscininha, mas deu para tomar banho em todas, com algumas ondulações.
Como nossa estada foi curta, não pegamos maré baixa para fazer dois passeios que gostaríamos muito: as piscinas naturais de Atalaia (a melhor opção para mergulho de snorkel) e a travessia a pé da praia da Cacimba à da Baía dos Porcos. Mas deu para curtir muitas outras atrações de Noronha. 

Confira o roteiro

1º dia – Chegamos numa sexta-feira, por volta das 15h. Dispensamos o transfer gratuito, que esperaria hóspedes de vários hotéis, e pegarmos um táxi para a pousada, onde deixamos a bagagem e seguimos para a sede do Instituto Chico Mendes, que administra o Parque Marinho (ICMbio), no Boldró, para comprar o ingresso de acesso ao parque – adquirimos a TPA antecipadamente, mas,quando viajamos, não sabíamos que esse ingresso também podia ser comprado pela internet. Lá, fomos informados que o passeio para Atalaia não seria feito durante nossa estada por conta da maré alta, o que desequilibrou um pouco nossa programação.

Passamos rapidamente na sede do Tamar, que fica próximo ao ICMbio, e pegamos um ônibus ( há uma linha que atravessa toda a ilha, do Porto, no Norte, à praia do Sueste, na extremidade Sul) para agendar para o domingo um passeio de barco, que faz um contorno por toda a ilha.
Vila dos Remédios é o centro de Noronha
Reformulado nosso roteiro, voltamos para a pousada, tomamos banho e fomos para o Bar do Cachorro, no centrinho da Vila dos Remédios, onde há shows de forró nas sextas-feiras, a partir de 0h.

2º dia – Alugamos um buggy, por intermédio da pousada, e saímos para fazer o nosso tour por conta própria pela ilha. Começamos pelo PIC (Posto do Instituto Chico Mendes) Golfinho-Sancho, local onde ficam as trilhas que levam aos mais cobiçados mirantes: o da Baía dos Golfinhos e os das praias do Sancho e da Baía dos Porcos.
Mirante da Baía dos Golfinhos

Pense em todos os cenários mais fotogênicas que você já viu de Fernando de Noronha! Pois é nesse local que você tem a graça de encontrá-los ao vivo. A primeira parada, depois de atravessar uma passarela de 900m de plástico reciclado, é no mirante dos Golfinhos. Se quiser realmente vê-los, vá de madrugada, por volta das 5h, que é o melhor horário. Como chegamos depois das 10h, contemplamos apenas a bela paisagem do mirante, onde havia dois biólogos com binóculos para emprestar aos visitantes.
Praia do Sancho, semi-deserta, é uma das atrações mais conhecidas do arquipélago

Continuamos a trilha e - de repente - se descortinou à nossa frente toda a lindeza da praia do Sancho! Não sabia se admirava a paisagem ou fotografa tudo que via, numa esperança insana de levar toda aquela beleza comigo. Depois de várias fotos, percorremos mais 170 metros até o mirante da Baía dos Porcos.
No mirante da Baía dos Porcos, o visual deixa os visitantes encantados

Paramos, boquiabertos, com a esplêndida paisagem que fazem tantas pessoas sonhar em conhecer a ilha: os morros Dois Irmãos. Cliques e mais cliques. Os visitantes vão chegando e uns se oferecem para tirar fotos dos outros, porque ninguém quer deixar de levar aquela imagem gravada nas câmaras.
Escada na fenda para descer até o Sancho

Voltamos para o local onde está a escada que dá acesso à praia do Sancho,que fica embaixo de uma alta falésia. É uma escada do tipo bombeiro,de metal, fixada em  meio a uma fenda na rocha. A descida deve ser feita com cuidado. Depois da fenda, há ainda uma longa escadaria talhada na própria falésia. A praia do Sancho, lindíssima e deserta vale o esforço.
Praia do Sancho fica abaixo de alta falésia

E por falar em deserto, nas trilhas e nas praias não há locais para comer ou beber, por isso, leve sua garrafinha de água e procure uma sombra na vegetação para esticar a toalha. Tomamos banho naquele paraíso, como se fossemos os primeiros mortais a pisar ali. Havia mais uns três casais na areia. A praia era “quase nossa”.

A subida da escada, na volta, é um pouco mais difícil para quem não tem preparo físico (como eu!!!). Em compensação, há uma trilha mais curta – apenas 320 m – que sai do fim da escada do Sancho e vai direto ao PIC, onde há boa infraestrutura com lanchonete, chuveiros, sanitários e loja de souvenirs.
Paisagens de Noronha encantam os vsitantes

Ainda meio atônitos com a beleza das imagens que acabávamos de ver, pegamos o buggy e fomos almoçar no restaurante Varandas, que serve pratos muito bons, como o peixe com castanha e arroz de coco! Uma delícia. Aliás, Noronha possui bons restaurantes com preços médios iguais aos cobrados em grandes capitais.

Após o almoço, fomos a praia da Conceição, próxima ao centro da Ilha, no bar de Duda Rei. Nossa intenção era assistir ao por do sol ali, mas o tempo nublou e partimos para a praia do porto de Santo Antonio, para fazer um mergulho de snorkel, onde há um navio naufragado. Como era fim de tarde, o mar já tinha algumas ondas mais fortes e só conseguimos mergulhar na beira, sem alcançar o navio. Devolvemos os equipamentos do mergulho alugados numa lojinha que fica na descida para o porto.

Igreja de N.S. dos Remédios (1737-1772) fica no centro da ilha

À noite, saímos para jantar no centrinho da Vila dos Remédios, onde ficam muitos bares e restaurantes, além de algumas construções históricas, como a Igreja de N. S. dos Remédios (1737- 1772).

3º dia – Começamos cedo, com o passeio no barco Trovão dos mares, saindo do porto de Santo Antonio. O roteiro dura umas seis horas. O barco passa pelas ilhas secundárias e depois navega por todas as praias do “mar de dentro”, chegando a ponta da ilha onde há uma formação rochosa com uma fenda que lembra o mapa do Brasil.
Barco faz parada no Sancho para mergulho com snorkel

Alguns golfinhos acompanharam o barco, fazendo a festa para os visitantes!
O guia vai explicando os nomes das ilhas, praias e curiosidades como a “gruta do leão”, uma rocha que “ruge”, quando recebe o impacto das ondas do mar.
Golfinhos acompanham o passeio de barco

Na travessia, vemos os Dois Irmãos e a praia do Sancho pelo ângulo do mar. Há uma parada para mergulho no Sancho. Como não mergulhamos com cilindro  - o medo não deixou, mas depois que ouvimos o relato de outros viajantes que fizeram, nos arrependemos – essa etapa do passeio foi maravilhosa. Vimos inúmeros cardumes coloridos, tartarugas, arraias, peixes de vários tamanhos e formas, moreias. Só não topamos com tubarão, embora outros passageiros do barco tenham visto filhotes.


Morro Dois Irmãos, visto pelo ângulo do mar


Depois de aproximadamente 50 minutos livres para mergulho, voltamos para o barco, onde foi servido o almoço (simples, mas saboroso, com peixe frito e cozido, arroz, salada de feijão, purê de abóbora). A refeição e o equipamento para mergulho estão inclusos no passeio, apenas as bebidas são pagas à parte.
Prancha-sub: outra opção para o mergulho de superfície

A embarcação retornou para o porto, onde o passeio foi finalizado, exceto para os passageiros que optaram fazer o “prancha-sub”, que passaram para um barco menor. Não fiz porque estava com uma pequena lesão no ombro, mas meu marido foi e eu o acompanhei no barco. No “prancha-sub” as pessoas são rebocados  pelo barco (em baixa velocidade), segurando uma prancha e utilizando máscara e snorkel para o mergulho de superfície. Todos que fizeram aprovaram!

Terminada nossa turnê de barco, pegamos o buggy para conhecer outras praias famosas da ilha que ficam no lado Sul, onde também há um PIC. Visitamos as praias do Leão e do Sueste, que tem um visual bem diferente das já tínhamos visto, com mais pedras no mar e ondas fortes. São praias bonitas, mas depois de ver Sancho e Baia dos Porcos, nossos olhos ficam mais exigentes...
Mirante Ponta de Caracas fica entre as praias do Leão e do Sueste 

Nessa mesma área fica o mirante Ponta de Caracas, que oferece uma bela vista das praias do Leão e do Suste. Vale a visita.
Forte N S dos Remédios (1737)

Depois de conhecer esse lado da ilha, retornamos para o Centro, para assistir ao por do sol do alto do Forte de Nossa Senhora dos Remédios (1737). Visitamos a fortificação, que se encontra um pouco abandonada, merecendo maior atenção da administração local. Saímos do Forte e sentamos numa muralha para apreciar o sol abaixando e dourando o mar de Noronha. Lindo demais.

Por do sol na ilha: é lindo ver o mar de Noronha dourando

À noite, fomos ao restaurante O Pico, que normalmente tem música ao vivo nos domingos. Era aniversário de meu marido e queríamos comemorar com música. Nesse dia, infelizmente, não houve apresentação, mas gostamos do restaurante, que tem um ambiente descolado e aconchegante, com uma lojinha de roupas e artesanato funcionando no mesmo local.

4º dia - Conseguimos aproveitar ao máximo nosso último dia em Noronha. Logo cedo, fomos à praia do Porto, para ver uma captura intencional de tartarugas marinhas, feita por biólogos do projeto Tamar, que as retiram do mar, marcam o sexo, pesam, medem e colocam uma espécie de bracelete para que possam ser monitoradas. Diante da plateia curiosa, os biólogos explicam o tipo da tartaruga, suas características e depois as devolvem ao mar. É uma apresentação bem interessante e que faz a festa das crianças.

Biologos do Tamar fazem monitoramento de tartarugas marinhas


Como já estávamos na praia do Porto, resolvemos repetir o mergulho com sorkel, agora rebocados por uma boia puxada por um guia que contratamos e nos levou até o naufrágio. O passeio é muito bonito, dá para ver uma vida marinha fabulosa entrando e saindo pelo que restou da carcaça do navio grego Eleni Stathatos, que está encalhado a 50 metros da praia, desde 1929.
Retornamos à pousada, tomamos banho, fizemos o check-out e deixamos nossas malas na varanda do quarto que ocupamos. O pessoal da pousada disse que poderíamos  deixar ali mesmo, que ninguém mexeria, tamanho o nível de segurança do lugar.

Partimos para o almoço no restaurante Mergulhão, que fica no Porto, com uma bela vista para o mar, além de oferecer pratos elaborados, embora mais caros que a média local.
Museu do Tubarão serve Tubalhau

Após o almoço, fomos ao Museu do Tubarão, que, na verdade, é um bar restaurante, que tem cartazes com informações sobre diversas espécies e a carcaça da cabeça de um tubarão. Experimentamos o “tubalhau”, um bolinho feito com carne de tubarão salgada, que tem o gosto bem parecido com o bolinho de bacalhau.


Saímos do Museu, pegamos as malas na pousada, deixamos o buggy no estacionamento do aeroporto com a chave na ignição, como orientado pela locadora – mais uma mostra da segurança de Noronha - e voltamos para Salvador com aquelas imagens maravilhosas na cabeça.



Fotos de Suzy Freitas

Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

CALDAS NOVAS E RIO QUENTE


 Bom roteiro para curtir em família

Jardim Japonês, em Caldas Novas: local sossegado para contemplação
Caldas Novas combinado com o Hot Park, na cidade vizinha de Rio Quente, é um roteiro econômico e bem divertido para se fazer em família. Ainda é possível fazer um tour em Goiânia para dar uma garimpada nas lojas e feiras que vendem confecções locais. A grande atração dessa região são as fontes de águas termais (quentes) que abastecem piscinas e parques temáticos distribuídos nas duas cidades do interior de Goiás. A melhor época para visita é o meio do ano, quando os dias são secos e as noites frescas.
Hospedar-se em Caldas Novas e visitar o Hot Park, na vizinha Rio Quente, é uma opção econômica
A minha dica é hospedar-se em Caldas Novas, que tem muitas opções de hospedagem com excelente custo-benefício, e comprar o passaporte de um a três dias para o Hot Park, em Rio Quente.
Há voos diretos de Salvador a Caldas Novas pela Azul, mas os dias e horários são limitados e o valor das passagens não compensa. Por isso, optamos por um voo de Salvador a Goiânia e de lá alugamos um carro para seguir até Caldas Novas, que fica cerca de 170 km da Capital, aproximadamente 2h20. Alugar um carro é essencial para sair à noite na cidade e fazer os percursos até o Hot Park.
Privé Riviera Park
Em Caldas Novas há três parques aquáticos ligados aos grupos de hotéis Di Roma, Privé e Water, todos com atrações como piscinas, tobo-águas e brinquedos diversos que desembocam em águas termais naturalmente aquecidas a cerca de 37º C.
Infraestrutura do hotel atendeu nossas expectativas

Ficamos hospedados no Privé Riviera Park, que tem piscinas térmicas e brinquedos aquáticos funcionando 24 horas! A infraestrutura do hotel foi suficiente para nossa estada na cidade, tanto que não fomos aos demais parques de Caldas Novas.
A cidade tem algumas atrações naturais em seus arredores como cachoeiras e riachos e um comércio bem movimentado de confecções fabricadas em Goiás.
Represa nos arredores de Caldas Novas: passeios de barco
Na Feira do Luar, que funciona diariamente, do final da tarde até às 22h, perto da Igreja Matriz, encontra-se peças de artesanato e confecções locais. Mas o melhor da feirinha é a barraca que vende o bolinho de bacalhau. O local é simples, mas limpo e o atendimento é rápido. O bolinho é delicioso, daquele tipo que derrete na boca. Pedimos uma porção e repetimos mais duas.

Jardim Japonês
Uma das atrações de Caldas Novas, além dos parques de águias termais, é o Jardim Japonês

Outro ponto de interesse é o Jardim Japonês. No local fica a casa mais antiga da cidade. É bem conservada, tem mobiliário típico da época, além de instrumentos antigos como radiola, máquina de escrever, tear. A cozinha tem fornos a lenha e utensílios típicos de uma antiga casa goiana. Infelizmente, no dia de nossa visita, não tivemos atendimento de quaisquer pessoas para nos informar sobre a história do local, mesmo assim, deu para sentir aquele clima de Goiás antigo.

Visitar a Casa Goiana é uma volta ao passado

O Jardim Japonês é particular e cobra ingresso para entrada, mas é muito bem cuidado. Possui fontes, pontes, algumas aves e réplicas de construções japonesas. O lugar é agradável para um passeio romântico ou em família, mas o melhor mesmo são as belas fotos que você pode fazer no lugar.
Visitantes fotografam o Monumento das Águas, em Caldas Novas

Bem próximo ao Jardim fica o Monumento das Águas. Trata-se de uma construção com desenho de pedras, de onde correm cascatas e há um pequeno lago. Embora não seja natural, é bem bonitinho e vale uma parada para fotos. Não há cobrança de ingresso. Nas imediações, fica uma rua com padarias, lanchonetes, bem arborizada e tranquila, ótima para um lanchinho.

Restaurantes
Na gastronomia, destaca-se o Empadão Goiano da Tania. A casa é uma espécie de patrimônio local. Serve o verdadeiro empadão goiano, saindo fervendo do forno. Há uma grande variedade de recheios no cardápio, mas quando estivemos lá, muitos deles não estavam disponíveis. O atendimento não foi dos melhores, pois havia poucas atendentes para o número de clientes. Mesmo assim, vale a pena para conhecer a boa culinária goiana. Destaque para o pastel de "Belém", recheado com doce de leite, tão delicioso, que supera, em sabor, o autêntico pastel de "Belém" vendido em Lisboa. Voltaria só pelo pastelzinho!
Outro local bacana para almoço e jantar é a Cantina da Nona, no centro da cidade. A decoração do restaurante tem inspiração italiana, assim como seu menu. Estávamos em um grupo de 10 pessoas e todos os pratos escolhidos foram aprovados. Comida deliciosa! Atendimento solícito e cordial.
Para uma refeição rápida e de bom custo, o restaurante Japa’s, que ficava bem próximo ao nosso hotel, é uma boa pedida, pois serve bufê a quilo no almoço À noite, o restaurante que, além de comida japonesa, também funciona como churrascaria, tem som ao vivo, com pagamento de couvert, e fica bem animado.

HOT PARK
Praia do Cerrado: atração no Hot Park

O mais famoso complexo aquático da região fica em Rio Quente, a 40 minutos de carro de Caldas Novas. Compramos, pela internet, um passaporte para dois dias de visita ao parque. Gostamos muito! Mesmo morando no Litoral do Nordeste, nos divertimos na prainha do cerrado, com suas ondas enormes e água morninha. 
Passear de bote pelo rio: atração para adultos e crianças

Os nossos filhos e sobrinhos escolheram os brinquedos radicais, enquanto nós, pais, descansamos nas muitas piscinas térmicas, andamos de caiaque e relaxamos na praia. O parque tem atrações para todas as idades. 
Passeio de caiaque não está incluso no ingresso do Parque

Algumas das opções que são pagas à parte, como o local das aves e o riacho dos caiaques, poderiam estar incluso no ingresso, pois o preço não é baixo. Os restaurantes e lanchonetes do lugar servem boa comida, com custo médio. Visita imperdível para quem está em Caldas Novas.

GOIÂNIA
Goiânia: vista do elevador panorâmico do Golden Tulip

Na volta de Caldas Novas, passamos um dia em Goiânia, onde visitamos o Flamboyant Shopping e almoçamos no restaurante Madero. No final da tarde, formos à Feira da Lua, na Praça Tamandaré, que funciona aos sábados das 16 às 22h, com venda de roupas, calçados, acessórios e comidas. Ficamos hospedados no hotel Golden Tulip Goiânia Address, no setor Oeste, bem localizado, com acomodações amplas e confortáveis e ótimo café da manhã.

Hotéis em Caldas Novas
Estávamos num grupo de dez pessoas da mesma família e sete ficaram no hotel Privé Riviera Park, que faz parte da rede Privé de parques e hotéis de Caldas Novas. Fizemos a reserva pelo Booking.com de dois apartamentos para quatro pessoas cada, que eram de um proprietário e não eram administrados pelo hotel. O custo da diária para quatro pessoas foi excelente. 
Privé Riviera Park tem boa estrutura de lazer

O apartamento tem mini cozinha, com poucos utensílios, mas que permite preparar o café da manhã. Há um quarto de casal com boa cama e ar-condicionado. Na sala fica um sofá-cama para duas pessoas e há ventilador de teto. O hotel conta com piscinas térmicas 24 horas, brinquedos aquáticos, academia, bar, restaurante, cafeteria e salão de jogos. A localização é muito boa, com vários restaurantes e lojas próximas. A rede wifi pegava bem e havia estacionamento gratuito. Fomos na alta estação e o check-in foi bastante moroso. Os elevadores também demoravam de chegar um pouco, diante da lotação do hotel, mas fora esses problemas, todo o resto superou nossas expectativas, principalmente diante do ótimo custo.
Dica: Alugar o apartamento diretamente de um proprietário é uma boa opção para driblar os preços mais altos cobrados pela administradora do hotel.

Golden Dolphin tem estrutura mais antiga

Três pessoas do grupo se hospedaram no Golden Dolphin Hotel, que tem instalações mais antigas e fica superlotado. Tem café da manhã farto e variado, porém deixa a desejar na infraestrutura de lazer, com parque aquático desgastado pelo tempo.
O quarto tem tamanho razoável para três pessoas, mobiliário e banheiro antigos, mas nada que impeça uma boa noite de sono.


Fotos de Suzy Freitas

Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.